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27/11/2025
Como um imigrante sírio criou um negócio artesanal
"Músico transformou tradição milenar em oportunidade com alaúdes personalizados que conquistam clientes pelo Brasil"
O Brasil tem se tornado lar de milhares de imigrantes que chegam em busca de segurança e novas oportunidades, e muitos deles hoje movimentam o empreendedorismo no país. Entre essas histórias está a de Rajana Olba, que desembarcou há dez anos vindo da Síria. “O Brasil para mim é um novo começo”, conta ele. “Me sinto que estou vivendo no meu país. Aqui já comecei a sentir tranquilidade e estabilidade.”
Apaixonado pelo alaúde — instrumento ancestral do Oriente Médio — Olba era músico em sua terra natal, mas foi no Brasil que decidiu aprender a construir seu próprio instrumento. Sem experiência prévia, mergulhou em tutoriais e conversas com artesãos. “Eu tinha um sonho antigo de construir alaúdes”, lembra. O aprendizado rápido deu origem ao seu modelo exclusivo, feito sob encomenda, com personalização de madeira, formato e sonoridade. Hoje, a fila de pedidos chega a seis meses de espera.
A fabricação dos alaúdes se tornou sua principal fonte de renda. Olba também ministra aulas para cerca de 20 alunos brasileiros e estrangeiros, ampliando o alcance da música árabe no país. Clientes elogiam a qualidade do trabalho: muitos já encomendam até versões elétricas feitas sob medida, reforçando o potencial de crescimento do negócio artesanal.
Apesar da rotina intensa, Rajana não se distancia da arte que o trouxe até aqui. “A música é a vida”, resume. E é por meio dela que ele mantém viva a memória da Síria, ao mesmo tempo em que constrói um novo futuro no Brasil. A história emocionou até o ator e cantor Kaysar Dadour, também sírio, que destacou a força da música para enfrentar a saudade de casa.
Crédito:
REDAÇÃO
Fonte:
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