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08/02/2022
Saiba como atender às novas expectativas do consumidor
CONFIRA!
Plano B, idosos digitais, propósito, saúde e segurança, compras 'peer-to-peer'... Baseado no novo estilo de vida acelerado pela pandemia, relatório anual da Euromonitor aponta as 10 principais tendências globais de consumo para 2022.
"Simplesmente voltar a adotar práticas anteriores à pandemia não deve gerar os mesmos resultados daqui para frente”. A frase de Alison Angus, líder de lifestyles da Euromonitor International, sintetiza os insights do recém-lançado relatório anual "10 principais tendências globais de consumo 2022", que cobre 100 países.
Como ninguém é mais o mesmo do período pré-covid, e isso inclui o consumidor, as alterações radicais no estilo de vida levaram as pessoas a tomarem decisões intencionais, conscientes e ambiciosas, de modo a se adaptarem ao cenário e procurarem satisfazer da melhor forma suas necessidades, imediatas ou não.
Mas agora, dois anos depois, enquanto o mundo começa a se recuperar, esses mesmos consumidores colocam seus planos em ação, e arriscam-se para aproveitar o atual momento, na expectativa de voltar à normalidade.
“As empresas precisam se transformar para acompanhar as preferências em rápida evolução dos consumidores”, diz a executiva.
A seguir, conheça as transformações que desafiarão estratégias de negócio no terceiro ano de convivência com a covid:
SEMPRE COM UM PLANO B - Os consumidores encontraram soluções criativas para comprar os produtos desejados ou pesquisar as próximas opções diante da escassez causada por interrupções das cadeias de abastecimento. Para driblar o problema, 28% deles passaram a comprar produtos e serviços locais.
De acordo com o relatório, esse tipo de consumidor está sempre um passo à frente da multidão, assumindo o controle e usando a tecnologia para ir para a frente da fila quando o abastecimento é ameaçado.
Alguns contam com serviços de assinatura ou compras em grupo para garantir as entregas. E quando frustrados, se voltam para a segunda melhor opção, buscando alternativas e, em alguns casos, adiando ou mudando hábitos de compra.
Quem já faz: A chinesa Pinduoduo passou a facilitar as vendas diretas entre pequenos agricultores e consumidores, enquanto a PepsiCo. lançou, em 2020, dois sites de venda direta ao consumidor final.
AGENTES DO CLIMA - A 'ecoansiedade' e a emergência climática promoveram o ativismo ambiental para uma economia “net zero” (ou neutra em carbono). Em 2021, 35% dos consumidores reduziram suas emissões de carbono, e outros 67% tentaram causar impacto positivo por meio de ações cotidianas no meio ambiente.
Esses consumidores fazem escolhas mais sustentáveis, ao mesmo tempo que exigem ação e transparência das marcas. Não existe lacuna entre a consciência sobre o clima e a intenção de agir. Com isso, 39% das empresas indicaram que investirão em inovação de produtos de baixo carbono e no desenvolvimento desses produtos.
Quem já faz: A fintech Klarna lançou um rastreador de emissões de Co2 com informações para 90 milhões de consumidores globais, e a fabricante de cosméticos Izzy desenvolveu a primeira máscara com desperdício zero.
IDOSOS DIGITAIS - Os consumidores mais velhos se tornam usuários mais aptos da tecnologia. Portanto, soluções virtuais devem ser personalizadas, para atender às necessidades desse público on-line mais amplo.
A princípio forçados a ficar on-line enquanto o mundo se fechava, eles acabaram conquistando autonomia para fazer compras e utilizar os serviços por meio desse canal.
Se 82% deles tinham smartphones em 2021, 45% passaram a usar serviços bancários em apps no celular pelo menos uma vez por semana, 60% a visitar pelos menos uma rede social e 21% a jogar on-line.
A população global com mais de 60 anos aumentará 65% de 2021 a 2040, chegando a mais de 2 bilhões de pessoas. Esse grupo relativamente rico ganhou experiência e confiança e adota soluções de tecnologia para auxiliar na vida diária não só em compras, mas em socialização, exames de saúde, finanças e aprendizagem.
Quem já faz: A startup Rendever criou experiências de realidade virtual compartilhadas para diminuir o isolamento social. Já o Evering é um anel de pagamento para pagar produtos nas lojas com Visa. E a JD.com lançou um smartphone para idosos marcarem consultas médicas por vídeo e receberem receitas em casa.
AFICIONADOS FINANCEIROS - A gestão democratizada do dinheiro possibilita que os consumidores ampliem seus conhecimentos e segurança em matéria financeira, e 51% dos consumidores no mundo acredita que estará melhor financeiramente nos próximos cinco anos.
Os consumidores estão ganhando confiança para investir e ficando experientes em poupar para fortalecer a segurança financeira. Isso porque a pandemia trouxe volatilidade ao mercado de trabalho e colocou as pessoas em risco.
Incerteza, instabilidade e lockdowns fizeram com que muitos consumidores gastassem menos e economizassem mais. Também passaram a recorrer a aplicativos para lidar com o dinheiro de forma inteligente. Agora, a oportunidade é ampliar o acesso aos ainda desbancarizados e novatos em finanças.
Quem já faz: A Robinhood é uma plataforma de negociação acessível voltada para o investidor habitual. Já o brasileiro Nubank oferece serviços virtuais mais simples para ampliar o acesso à bancarização.
O MOVIMENTO METAVERSO - Ecossistemas digitais imersivos e tridimensionais começam a transformar as conexões sociais. As vendas globais de head
Fonte:
DIÁRIO DO COMÉRCIO