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Balanço Positivo

Quanto reinvestir?

É muito comum os empresários se perguntarem o que fazer com os lucros gerados. Será que o melhor é retirá-lo? Melhor deixar no caixa como uma reserva para meses ruins? Melhor reinvestir no próprio negócio? Ou até mesmo reinvestir em outro negócio para diversificar?
Será que existe uma regra básica em gestão e finanças que responda de uma forma técnica e profissional a esse dilema? Sim, pois é possível aplicar alguns conceitos e técnicas apropriados para se determinar um montante ideal a ser reinvestido na empresa. A seguir três dicas de como colocar tais técnicas em prática:

1ª dica:
Separar rigorosamente as contas pessoais das contas da empresa. Os sócios só podem retirar pró-labore (que nada mais é que a remuneração dos sócios que trabalham de fato na empresa) e distribuir lucro, se houver. O lucro tem a finalidade de remunerar o capital investido pelos sócios na empresa.

2ª dica:
Saber trabalhar corretamente com os conceitos de caixa e competência. É muito comum micro e pequenos empresários administrarem suas empresas apenas pelo caixa e não saberem quanto “lucram” de fato. Geralmente confundem saldo de caixa com lucro, quando são coisas bem diferentes. O lucro é o resultado da diferença entre receitas, custos e despesas, respeitando seus respectivos fatos geradores em seus devidos períodos de competência. Já o saldo de caixa mostra simplesmente a diferença entre entradas e saídas de dinheiro na empresa, o que pode incluir aí investimentos, empréstimos e outras contas que não fazem parte da formação do lucro. Caso o empresário não tenha clareza em relação a estes conceitos, é altamente recomendável buscar auxílio profissional.

3ª dica:
Sempre reinvestir uma parcela do lucro apurado. Existem duas possibilidades de reinvestimento: reinvestir em reserva de caixa para contingências em virtude da possibilidade de dificuldades futuras;
Reinvestir em estoques e novos e equipamentos tendo em vista aumentar o faturamento. Para saber o quanto e como reinvestir é fundamental conhecer a sazonalidade do negócio – períodos de alta e baixa. Quanto maior a sazonalidade e instabilidade do mercado, maior deve ser o volume de reservas de caixa – alguns especialistas recomendam de 2 a 3 meses de despesas para negócios com alta sazonalidade. Já o investimento em estoques e novos equipamentos depende diretamente das oportunidades de negócio e possibilidades de crescimento que somente estudos de mercado aliados a um bom planejamento estratégico podem determinar. Nunca reinvista em estoques e equipamentos se a rentabilidade esperada do investimento for menor que a rentabilidade atual do negócio. Investir em outro negócio para diversificar deve ser sempre a última opção, ou seja, quando já não há mais possibilidades interessantes de reinvestimento no atual ramo de atuação.
Conhecer bem e saber administrar os lucros é a chave para o sucesso de qualquer negócio, inclusive do seu!

por Eduardo Alexandre Mendes

Mestre em Administração pelo Mackenzie e Graduado em Administração de Empresas pela USP, atua como Consultor Financeiro do SEBRAE-SP e Professor Universitário nas áreas de gestão e finanças.

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Edição 40

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