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21/05/2021

PAGAMENTO POR WHATSAPP

Prós e Contras

Novo recurso autorizado pelo Banco Central funciona por meio da ferramenta WhatsApp Pay e pode ser utilizado com a mesma facilidade que se envia um áudio ou uma foto. Desde que foi anunciada, a liberação do serviço de pagamentos do WhatsApp, que permite a usuários do aplicativo transferirem dinheiro para outras pessoas, tem gerado muita expectativa, especialmente entre micro e pequenos empresários. O aplicativo, um dos mais utilizados do mundo, recebeu a liberação do Banco Central no fim de março para oferecer esse novo recurso, por meio do WhatsApp Pay. De forma geral, a nova opção permite a realização de pagamentos digitais, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, utilizando exclusivamente o aplicativo. No entanto, por ora, só é possível realizar transações entre pessoas físicas. A novidade deve começar a valer em breve também para o varejo, diminuindo barreiras para o consumidor no momento da compra. Os usuários têm a possibilidade de realizar transferências usando cartões pré-pagos, de débito ou cartões múltiplos com a função de débito sem pagar taxas e dispensando a necessidade da maquininha. Com as inovações apresentadas ao mercado pelas fintechs, aos poucos, o dinheiro físico perde espaço nas transações financeiras. De Pix às criptomoedas, o varejo enfrenta uma imensidão de tecnologias financeiras, que promovem mudanças no cotidiano das empresas e que transformam o processo de compra do consumidor. Mas, nem tudo é positivo. Assim como tudo o que é feito pela internet, há alguns riscos nas transações realizadas pelo aplicativo de mensagens, uma vez que o WhatsApp tem seu negócio baseado na publicidade, o que implica a divulgação de dados dos usuários. O Facebook já sofreu medidas judiciais por conta do vazamento de dados. PRÓS Para Alfredo Soares, especialista em varejo, comprar e vender pelo Whatsapp é uma tendência inegável. Ele cita uma pesquisa da Facebook IQ, departamento de pesquisa de consumidor da companhia, que aponta que 61% dos brasileiros consideram o envio de mensagens a forma mais fácil de entrar em contato com uma marca e 59% dos consumidores estão mais propensos a comprar de organizações que oferecem atendimento via chat. Nesse sentido, ter agilidade, planejamento e compreender o comportamento do consumidor, são elementos necessários para que o varejo utilize a ferramenta com sucesso, na opinião do especialista. Praticidade - Soares explica que os pontos a serem priorizados no uso desse canal é o comportamento dos usuários. Conforme as tecnologias e a internet se desenvolveram, o acesso à informação, o consumo de mídias e a execução de determinadas tarefas ficaram a um clique de distância, tornando o consumidor imediatista e desacostumado a esperar. Por isso, é preciso considerar que a velocidade no atendimento passou a ser um dos aspectos cruciais nas interações interpessoais entre consumidor e marca, o que está ligado diretamente à transformação digital. "A transformação digital vai dominar as atividades do dia a dia, e com a maneira de se comprar e pagar alguma coisa não seria diferente", diz. A conveniência para o cliente aumenta e gera uma conexão ainda mais direta porque é ele que dará a ordem para que o banco em que é correntista realize o pagamento diretamente para o vendedor, facilitando essa relação de compra e venda, aponta o especialista. Agilidade- De acordo com uma pesquisa da Decode, empresa de data analytics, 50% dos elogios na Web que envolvem pequenas e médias empresas referem-se à rapidez no atendimento. Já 41% das menções negativas são atribuídas à demora nas respostas. Para Alfredo Soares é preciso considerar que a ferramenta contempla pessoas e processos. Ou seja, o comportamento do cliente deve ser sempre analisado para uma estratégia apoiada na opinião de quem compra. Dúvidas e problemas na hora da transação devem ser tratados com o mesmo imediatismo característico da ferramenta. Caso contrário, a imagem da marca pode ser comprometida de forma negativa. Quem optar por utilizar o aplicativo deve atentar-se à rapidez, agilidade e qualidade nas relações, afinal, de acordo com o especialista em varejo, existe uma forte tendência de crescimento na utilização do aplicativo. "Olhando para um boom de vendas via WhatsApp causado pela pandemia, essa função tem o potencial de ampliar ainda mais essa tendência nos próximos meses". Segurança - Assim como as mensagens convencionais trocadas pelo WhatsApp já contam com a criptografia como elemento de segurança, as operações envolvendo dinheiro serão ainda mais seguras, tendo em vista que a codificação tem o papel fundamental de impedir que outras pessoas, que não as autorizadas, tenham acesso aos dados transferidos por meio do aplicativo. Já o armazenamento avançado de dados tem diversas camadas de proteção para software e equipamentos. Além disso, a proteção com o PIN do Facebook Pay e a biometria dos aparelhos adicionam ainda mais segurança quando você envia dinheiro. Volume de vendas - Com as portas fechadas, muitos empresários viram no WhatsApp uma saída para seguir atendendo de forma humanizada. Além de fortalecer o relacionamento entre marcas e pessoas, o aplicativo se estabeleceu como um importante canal de vendas e, portanto, um dos principais benefícios dessa nova modalidade de pagamento será o de gerar maior volume de vendas. CONTRAS Por outro lado, Thiago Bordini, coordenador e professor da pós-graduação em Cyber Threat Intelligence

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