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26/04/2021

Como patrão e empregado enxergam a empresa no pós-pandemia

Visão

Pesquisa da EY revela que 65% dos empresários não consideram estar preparados para atender às novas demandas de clientes.

Que a pandemia do novo coronavírus exigiu transformações abruptas dentro da maioria das empresas no Brasil e no mundo ninguém mais tem dúvida.

No caso do varejo, a venda pela internet ou por redes sociais chegou a ser a salvação de milhares de comerciantes, que antes só atendiam o cliente no balcão.

Mas as mudanças decorrentes da pandemia nas relações de empresas com seus fornecedores e clientes também estão sendo exigidas no mundo do trabalho.

Uma pesquisa realizada pela EY com empregadores e empregados de sete países da América Latina, incluindo o Brasil, revela alguns caminhos em direção ao futuro.

“O discurso de ‘grandes tendências’ foi acelerado. O desafio é desconstruir a cultura relacionada ao trabalho físico, engajando as pessoas para abraçar as mudanças com modelos híbridos de trabalho”, cita relatório da pesquisa.

Tecnologia, análise de dados e ciência comportamental também aparecem na pesquisa como desafios para as empresas em tempos pós-covid-19.

O QUE PENSAM OS EMPRESÁRIOS

65% consideram que não estão preparados para atender às novas demandas de clientes.

44% entendem que os seus negócios estão em “grande perigo” por causa da covid-19.

62% acreditam que as lições da pandemia serão incorporadas ao Business as Usual (BAU).

83% acham que o impacto de aprendizado contínuo na agenda de negócios será amplo e/ou moderado.

O QUE PENSAM OS EMPREGADOS

46% afirmam que seus empregadores ainda não estão 100% preparados para as adaptações comportamentais esperadas de clientes e colaboradores no pós-covid-19.

85% do total dos consultados - e 94% dos respondentes do Brasil - avaliam que a demanda por inovação deve aumentar significativamente.

Com base nas respostas de cerca de 2.000 pessoas, a EY constatou acordos e desacordos entre patrões e empregados a partir da pandemia do novo coronavírus.

Uma das desconexões foi observada na questão custo, item muito mais observado pelas companhias a partir dos efeitos da pandemia.

Para o empregador, a reavaliação de custos passa por redução de processos manuais, automatização e melhoria de modelos organizacional e operacional.

Para os empregados, essa diminuição passa por criar alternativas para flexibilização de horas de trabalho, novos formatos de remuneração e revisão de política de descanso.

“Se empregador e empregado não correm na mesma direção em relação a desafios e perspectivas é um problema para a empresa”, afirma Miguel Assunção, sócio da EY para a área de Reestruturação Organizacional, Eficiência Operacional e Ágil.

Patrões e empregados já parecem alinhados quando se trata de modelos de trabalho e de gestão mais digital.

87% dos empregadores estudam formas de aprimorar – ampla ou moderadamente – seu portfolio de ferramentas digitais.

93% deles planejam ações amplas/moderadas nos protocolos de segurança no trabalho.

80% dos empregados esperam por melhores ferramentas digitais - suporte e treinamentos.

CLIENTE E FUNCIONÁRIO

Ter o cliente no centro da operação, de acordo com Assunção, torna- se cada vez mais importante, assim como o colaborador.

No caso do varejo, atender bem o cliente é ter processos que lojistas acreditam ser os melhores, modelando a operação de sortimento, atendimento e processos de SAC.

“Depois que o comerciante mapear o que é necessário para a experiência do consumidor, precisa também garantir que os colaboradores estejam engajados para que possam fazer a entrega da experiência para o cliente”, afirma.

A pandemia do novo coronavírus, diz o sócio da EY, mostrou que não existe uma linha reta na condução dos negócios e que é preciso estar preparado para reveses.

E os empregados, de acordo ele, devem estar juntos nesta empreitada.

Prudência, planejamento, eficiência operacional, aprendizado contínuo, experiência do colaborador, de acordo com relatório da EY, podem ajudar na definição de planos de ação das empresas para enfrentar os próximos meses.

Vale destacar também, diz Assunção, que há algum tempo, o retorno financeiro era critério para avaliar uma empresa.

Hoje, os investidores também analisam engajamento dos col

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